‘Rigoletto’, de Verdi, ganha sessão extra no sábado, 9, às 22h, no ‘Ópera na Tela’ devido a grande procura
05/11/2019
OS INGRESSOS PODEM SE ADQUIRIDOS NO SITE OU NA BILHETERIA DA TENDA NO PARQUE LAGE
Encenada no deslumbrante palco flutuante do Festival de Bregenz, na Áustria, a récita “Rigoletto”, de Verdi, ganha sessão dupla no Festival Ópera na Tela, no Parque Lage. Inicialmente programada para uma única exibição no sábado, 9, às 19h, a ópera terá nova apresentação no mesmo dia, às 22h, devido à grande procura do público e ingressos quase esgotados. As entradas para a segunda projeção já estão à venda pelo site https://bileto.sympla.com.br/event/62701/d/76039/s/394945 e na bilheteria. Ainda há poucos ingressos para a sessão de 19h, mas só podem ser adquiridos na bilheteria da tenda no sábado.
Composta em 40 dias, a obra “Rigoletto” foi atacada, antes mesmo de estrear, por sua “imoralidade repulsiva” e pela “frivolidade obscena da trama”, segundo decreto oficial do Departamento de Ordem Pública de Veneza. Porém, em 1861, dez anos depois de apresentada pela primeira vez no teatro La Fenice, a ópera já registrava 300 apresentações, passando à história como um dos maiores sucessos de Verdi. A primeira encenação foi em 1851, no Teatro La Fenice, de Veneza.
A atual montagem dirigida por Philipp Stölzl e tendo como maestro Enrique Mazzola traz como cenário o imenso palco flutuante em Bregenz, na Áustria, que paira sobre o lago de Constança, diante de uma arquibancada de sete mil lugares. Com 14 metros de altura, o palco central é capaz de ser levantado, abaixado e deslocado – graças a um dispositivo móvel – em diferentes direções.
Uma enorme cabeça constitui o principal elemento do cenário: é o lugar onde está instalado o duque de Mântua. Nela, ele ocupa ora os olhos (os quais, vazios, parecem com camarotes de um teatro, de onde ele assiste ao espetáculo), ora a boca (que engole Gilda no momento de seu sequestro) ou ainda o topo do crânio. À medida em que se acentua a decadência de Rigoletto, a cabeça vai perdendo os dentes, os olhos e o nariz para se tornar, no fim, o covil no qual se esconde Sparafuccile. Duas gigantescas mãos de nove metros de altura completam o cenário, servindo tanto como abrigo como para chamar a atenção para os personagens.
O conceito de Stölzl para esta montagem não é exatamente cerebral, mas sim uma combinação poderosa de sensibilidade emocional e imaginação criadora. Toda a corte de Mântua se faz presente na condição de uma trupe de circo, na qual o próprio duque desempenha o papel de mestre de cerimônias; Monterone, o de mágico; Sparafuccile, o de um esqueleto humano lançador de facas e assim por diante. O espetáculo técnico é, por si só, um elemento fundamental da montagem, mas o cerne da produção reside na profunda exploração das emoções da ópera e de sua tradição de representação física.
Os cantores são todos excelentes, tanto por suas qualidades vocais como pela sua competência dramática. Triunfante em todas as suas intrigas, a francesa Mélissa Petit, que tem feito sua carreira basicamente nos países de língua alemã, é uma Gilda sedutora e astuciosa. Da mesma forma, Vladimir Stoyanov está perfeito como Rigoletto, evitando os excessos vocais e dramáticos geralmente associados ao papel. Stephen Costello tem um ótimo desempenho como duque de Mântua, com uma voz clara e penetrante.
Sob a direção de Enrique Mazzola, a Orquestra Sinfônica de Viena oferece uma performance refinada, que tem o cuidado de conferir maior leveza a trechos às vezes tocados de forma bem mais enfática. Ela inclui solistas soberbos, entre os quais merecem atenção especial o oboé e o violoncelo.
(texto da curadora Emmanuelle Boudier)
A vinheta do festival: https://youtu.be/ft11YxXbchw
O festival Ópera na Tela tem produção da Bonfilm– responsável também pelo Festival Varilux de Cinema Francês – e da Atti Comunicação, e conta com patrocínio master da Leroy Merlin, de Sofitel Hotels & Resorts, Ministério da Cidadania, Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, Prefeitura do Rio de Janeiro, Secretaria Especial da Cultura, Governo do Estado do Rio de Janeiro, Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, Lei de Incentivo à Cultura do Rio de Janeiro e Secretaria Municipal de Cultura, Lei Municipal de Incentivo à Cultura – Lei do ISS. E com o patrocínio da EDF e de EDENRED TICKET.
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